Quinta-feira, Abril 26, 2007


Scoop (Scoop, o Grande Furo. Woody Allen, Inglaterra, 2006)

Sondra Pransky (Scarlett Johansson) vai ao show de mágica de Sidney Waterman (Woody Allen), que a chama ao palco. Sondra entra em uma caixa mas, enquanto o truque acontece, surge para ela o espírito do repórter Joe Strombel (Ian McShane), que lhe oferece um grande furo.
(sinopse adaptada do Adorocinema):

Gostamos de Woody Allen. É desconfortável ver o mestre do timming metido nessa comédia xoxa. De mulherengo, Woody passou a pai, avô. Uma figura doce, mas não muito engraçada. A ironia fina se perde, seja no texto mal trabalhado (algo impensável para um filme dele), seja na história, cujo tom farsesco não convence.

Tanto carinho temos pelo diretor, que é quase como se falássemos de alguém da família. Woody é aquele tio solteirão que traz balas de coco e conta piadas de judeus no almoço de domingo. Se viesse aqui em casa, pelo bem dele eu diria: "Tio, esse negócio de cinema não dá mais. Compra uma casa no litoral, vai ensinar... ou então, tio, porquê você não pede praquele cara, aquele que já te imitou tanto, escrever umas linhas pra você? É, ele mesmo... aquele tal de Jerry Seinfeld!"

Talvez o problema seja a falta de Nova York. Difícil dizer. O bem sucedido Match Point foi uma exceção à regra: era uma história fechada (Crime e Castigo revisitado). Bem ou mal, Scoop documenta melhor o momento do diretor.

ps: Scarlett Johansson se estabelece, neste filme, como a nova musa de Woody. Está linda, e de uma forma muito particular: uma beleza humana, natural, sem traço de pompa Hollywoodiana. Bem no estilo dele (vide a descontração graciosa de Diane Keaton, sua ex-mulher e atriz principal em Annie Hall e outros).

3 comentários:

Pips disse...

Eu achei que o Woody queria fazer algo mais leve e menos ácido, isso ele conseguiu no Scoop. Creio que o personagem de Hugh Jackman é deixado de lado demais e acaba sendo uma história bem bobinha no final. Mas tem bons momentos.

Inclusive a cena da barca do inferno!

Davi Lopes Ramos disse...

Tem alguns bons momentos, sim. Mas me incomodou mesmo o texto... algumas piadas me soaram constrangedoras de ruins. Um amigo meu disse que o filme é "agradável". Não sei... "agradável" é o suficiente para um filme? Um abraço:)

Joana disse...

que bela crítica!

ando protelando assistir esse filme muito por isso, por não querer ver meu querido tio num embaraço. muito bem definido!

beijos e obrigada pela visita